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Notícias da semana no Médio Tejo

O verão chegou tímido, com algumas nuvens e até uns pingos de chuva, mas está aí e vale a pena espreitar o nosso guia com 21 sugestões de mergulhos na região, para se inspirar para os fins de semana tórridos que se avizinham.

No primeiro dia de verão colheu-se também trigo no Casal da Coelheira, em Tramagal, Abrantes – uma cultura que tem vindo a perder terreno no Ribatejo, mas que este ano, por força da crise no mercado dos cereais, agravada com a guerra na Ucrânia, ganha outro valor. Porém, nem tudo se traduz em lucro: também os custos de produção aumentaram bastante, sobretudo no que diz respeito à energia e gasóleo.

https://mediotejo.net/grao-a-grao-a-campanha-de-trigo-na-regiao-ajuda-a-minorar-falta-de-cereais-no-pais/

Faça chuva ou faça sol, estão prometidos mais protestos das populações a exigir médicos de família, nos próximos meses. Na quinta-feira o povo saiu à rua em Riachos (Torres Novas) e Alcanena, gritando palavras de ordem como "a saúde é um direito, sem ela nada feito", e há já concentrações previstas para outros concelhos do Médio Tejo, como Abrantes e Tomar. Ao mediotejo.net, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo adiantou que existem atualmente 55.901 pessoas sem médico de família atribuído nos 11 concelhos do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo. Há neste momento um novo concurso aberto para a colocação de 12 médicos, mas poucos acreditam que surjam candidatos, à semelhança do que sucedeu em concursos anteriores.

https://mediotejo.net/o-povo-saiu-a-rua-em-riachos-e-alcanena-em-protesto-pela-falta-de-medicos-reportagem/

Ainda na saúde, demos também notícia esta sexta-feira do primeiro caso confirmado de "monkeypox", ou varíola dos macacos, na região do Médio Tejo. A delegada de saúde Maria dos Anjos Esperança indicou que existe um outro caso em análise e explicou o que devemos fazer perante alguns sintomas ou contactos com pessoas doentes.

https://mediotejo.net/monkeypox-virus-ja-chegou-a-regiao-aces-medio-tejo-confirma-1o-caso-audio/

Preocupante continua a ser o nível das águas em Castelo de Bode, num ano de seca extrema, mas Anabela Freitas, presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Santarém, diz que não está em causa o abastecimento de água às populações nem para os meios aéreos de combate a incêndios.

https://mediotejo.net/seca-castelo-de-bode-com-nivel-baixo-sem-por-em-causa-abastecimento-humano-ou-combate-a-incendios-c-audio/

A falta de água no Tejo preocupa também o governo, que está a ponderar a criação de um transvase do Zêzere para o Tejo na zona da barragem do Cabril, embora a palavra não agrade ao Ministério do Ambiente, que prefere referir uma “ligação” entre os rios.

No ano passado, João Pedro Matos Fernandes (anterior ministro da pasta), já tinha admitido a possibilidade da construção de um túnel de 50 quilómetros entre a barragem de Cabril e Belver, para colocar mais água no rio Tejo, mas os planos nunca foram apresentados de forma detalhada publicamente.

O ministro Duarte Cordeiro anunciou à Agência Lusa que as propostas para resolver o problema de falta de água na região do Médio Tejo devem ser apresentadas “em breve”, todas “salvaguardando sempre a hierarquia dos usos, que é a salvaguarda da água para consumo humano”, e todas no sentido de libertar água para o rio Tejo, sempre que haja necessidade.

https://mediotejo.net/ministro-do-ambiente-admite-ligar-os-rios-zezere-e-tejo-na-zona-do-cabril/?fbclid=IwAR0l2ULcSYAnHHSYRVTzrn23v64inFr7J72ozxQq4CJgHsyVcdtMjazZEao

Nas margens do Zêzere e do Tejo há também cada vez menos gente. E com a desertificação perdem-se tradições centenárias, como as das tecedeiras. A jornalista Paula Mourato foi tentar perceber porque não há hoje quem queira aprender as contas dos cabestilhos ou os mistérios dos fios entrelaçados a pedal que, com infinita paciência, compuseram tantas estrelas, flores e sonhos. Com o desaparecimento das tecedeiras do Souto, Bioucas e Carreira do Mato, desaparece igualmente a sua forma única de arte, bem como parte da história e identidade deste território.

https://mediotejo.net/as-ultimas-guardias-dos-apinhas-os-teares-tradicionais-de-abrantes/

Há coisas que talvez tenham mesmo o seu tempo, e nem sempre um ponto final tem de ser triste. Por exemplo, a despedida de Luís Contente dos campos de futebol foi justamente celebrada, homenageando o seu percurso exemplar. Conhecido como o “Zidane da Golegã”, passou por 18 clubes, incluindo o Sporting Clube de Portugal (formação), clube que representa atualmente no escalão de veteranos. Depois de uma vida dedicada ao desporto rei, a sua despedida do futebol federado decorreu no sábado, no Entroncamento.

https://mediotejo.net/luis-contente-o-zidane-da-golega-despede-se-do-futebol-federado-ao-fim-de-35-anos/

Mas falávamos de verão... e que férias podem valer verdadeiramente a pena sem um bom livro? Talvez seja particularmente interessante para quem vive (ou tem ligação) aos concelhos de Abrantes, Constância e Sardoal ler a nova obra de José Luís Peixoto, criada no âmbito do projeto Caminhos Literários. ‘Onde’ (Ed. Quetzal) descreve 62 lugares emblemáticos destes territórios, e chega às livrarias a 21 de julho. Até lá, em cada local poderá ser lido o texto que lhe corresponde, gravado num monolito de pedra.

https://mediotejo.net/obra-inedita-de-jose-luis-peixoto-inspira-rota-literaria-em-abrantes-constancia-e-sardoal/

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